Cort Clínica

Traumatologia Esportiva

Entervista Dr. Daniel para Revista Veja

http://veja.abril.com.br/171007/p_094.shtml

 

Lesão muscular na traumatologia esportiva

A lesão muscular está entre as lesões mais frequentes na prática esportiva, podendo ocorrer por um trauma direto ou de forma indireta. Fatores individuais (intrínsecos), o tipo de atividade realizada, a forma como é realizada e mesmo uma falta de orientação ou preparo para realizá-la podem predispor a uma lesão muscular.

Nas causas traumáticas, o agente agressor provoca uma lesão aguda na musculatura como se estivesse rasgando um tecido ou uma vestimenta. Podemos citar o exemplo da famosa "paulistinha", onde a musculatura da coxa sofre um mecanismo direto de trauma. Nos casos de uma força indireta, a musculatura se contrai ao mesmo tempo em que uma força externa tenta alongá-la, ou de forma progressiva nos casos de sobrecarga repetitiva.

A câimbra e a dor muscular após atividade física são consideradas lesões musculares, isto é ocorre uma micro lesão da musculatura que se traduz em dor.

As lesões musculares podem ser quantificadas ou graduadas de acordo com a gravidade e quantidade das lesões. Quantificamos a repercussão clínica, ou seja, os sinais e sintomas através da anamnese e exame físico e o tamanho da lesão através de um exame radiológico.
Clinicamente um paciente com lesão muscular se apresenta como dor, aumento de volume ou não do local acometido, presença ou não de hematoma no local e dificuldade para realizar um movimento ou atividade.

Radiologicamente são dois os exames que permitem a confirmação diagnóstica, são eles: o Ultrassom (USG) e a Ressonância Magnética (RM). Existem diferenças entre eles sendo a Ressonância mais precisa e o Ultrassom melhor para um acompanhamento evolutivo do processo cicatricial da lesão.

O famoso "estiramento" é o exemplo de uma lesão Grau I onde a sintomatologia clínica é mais branda e os sinais clínicos pouco aparentes. Nestes casos o USG pode vir normal sendo possível sua visualização somente na RM. Na lesão Grau II os sintomas clínicos já se tornam mais importantes afastando o paciente um tempo maior de suas atividades ou prática esportiva. No ultimo grau, o Grau III, a lesão da musculatura pode ser completa e o tempo de reabilitação pode superar as 06 semanas.

Os locais de lesão variam com o tipo de atividade realizada, isto é atividades de corrida, salto, freadas bruscas e mudança de direção, onde o membro inferior é mais usado as lesões mais frequentes estão na musculatura da coxa, tanto da região anterior (quadríceps) como da região posterior (bíceps da coxa) e  panturrilha (gastrocnêmico). Nas atividades de carga com o membro superior, como o levantamento de peso ou atividades de arremesso, as lesões mais frequentes estão na musculatura do bíceps braquial, tríceps e deltoide.

A grande maioria das lesões musculares é tratada de maneira conservadora com afastamento da prática esportiva, medidas analgésicas que podem ser até mesmo o uso de muletas ou tipoias e muito importante a realização de uma fisioterapia ou hidroterapia.

 

Lesões na prática do tênis

Na pratica do tênis inúmeros fatores estão envolvidos como causas de uma lesão, atuando de forma individual ou combinada. A raquete, o tipo de quadra e os fundamentos técnicos têm papel importante na prevenção ou causa de lesões.

 

 

EQUIPAMENTOS

 

 

Quanto à raquete deve-se tomar cuidado em uma menor transmissão da vibração, no momento do toque com a bola, para o Membro Superior que empunha a raquete.

As raquetes pesam em média 300 à 360 gramas, com o desenvolvimento de materiais mais leves o peso da raquete pode diminuir contribuindo para lesões a medida que pode levar a um aumento da vibração da raquete. Uma musculatura pouco preparada para suportar estas vibrações poderá ser sobrecarregada e não suportar.

A empunhadura(grip)da raquete é muito importante na prevenção das lesões e apesar de muitas regras para se determinar qual a melhor empunhadura orientamos que o melhor grip é aquele que deixa o praticante do tênis mais confortável.

O comprimento da raquete e o tamanho de sua cabeça influenciam diretamente na incidência de lesões, principalmente em atletas iniciantes, visto que raquetes de comprimento e tamanho das cabeças maiores apresentam um sete spot, centro de vibração, de área mais ampla transmitindo assim uma menor vibração no momento do toque com a bola.

O tipo de corda e sua tensão também influem na transmissão maior ou menor da vibração no momento do toque com a bola. Cordas sintéticas, apesar de mais resistentes, transmitem mais a vibração. A tensão, geralmente entre 52 e 62 libras, quando mais elevadas transmitem grande vibração para o cotovelo.

Bolas mais velhas perdem sua capacidade elástica e exige do atleta uma maior força para o mesmo objetivo.

 

 

QUADRA DE JOGO

 

 

As quadras mais rápidas como as de cimento, materiais sintéticos e grama provocam um maior índice de lesões aos membros inferiores visto que a força de reação do solo é maior, as quadras mais lentas como o saibro, coincidem com uma maior incidência de lesões aos membros superiores visto que o ritmo mais lento de jogo exige uma potência e força maior aos golpes.

 

 

FUNDAMENTOS TÉCNICOS

 

 

Entre todas as jogadas no tênis, as jogadas de efeito (spin) podem gerar uma maior incidência de lesões principalmente quando realizados com a empunhadura do tipo Western, ou seja quando a empunhadura está com a mão e antebraço voltado mais para cima.

O backhand, atualmente realizado com as duas mãos para maior potência dos golpes previne as lesões do cotovelo, diminuindo a sobrecarga da musculatura que realiza a extensão do punho e dedos repetidamente, porem aumentam as lesões causadas aos punhos.

 

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